Chegando a praia senti mais uma vez areia queimando sob os pés descalços. Sentei em uma das cadeiras de plástico da skol debaixo da barraca e não pensei em nada, passava de tudo, nada passava. As ondas se formavam mais altas que o esperado pra quem não sente muita atração pelo mar, as pessoas pareciam alegres e previsíveis, sempre alheias a qualquer acontecimento além do próximo mergulho que dariam. Eram coordenadas precisas que davam em lugares parecidos, próximos, a maioria dos caminhos se cruzando constantemente. Encontros e desencontros, casos e acasos, leitura que fiz.
O mar convidativo me chamando, tentativa um de responder ao chamado frustada, tentativa dois meio correspondida. Nada melhor que sal no cabelo, vento na cara, sim na cara, ondas vindo de tudo quanto é lado e o melhor, um bando de estranhos ao redor. Sentei de novo na cadeira da skol (porque sempre da skol ?) peguei minha música e me tornei mais uma alienada em meio à alienígenas.
Dormi na praia, na cadeira especificamente amarela, da skol, despreocupada, desengonçada, pensando em você, em como a praia teria sido melhor, você comigo, eu e você.
sábado, 5 de março de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Ritmo
Dançar conforme a música,
permanecendo no mesmo lugar.
Esquecer o som por trás do movimento,
sendo o que se é.
Treinar o que aprendeu,
deixando de errar.
Seguir o instinto,
descobrindo potencial.
Cair sem medo,
continuando a tentar.
Coreografar, Criar
dando o melhor de si.
Se entregar,
valorizando o momento.
Calar a mente,
deixando o corpo falar.
Estremecer,
ouvindo aplausos ao finalizar.
Impressionar
permanecendo no mesmo lugar.
Esquecer o som por trás do movimento,
sendo o que se é.
Treinar o que aprendeu,
deixando de errar.
Seguir o instinto,
descobrindo potencial.
Cair sem medo,
continuando a tentar.
Coreografar, Criar
dando o melhor de si.
Se entregar,
valorizando o momento.
Calar a mente,
deixando o corpo falar.
Estremecer,
ouvindo aplausos ao finalizar.
Impressionar
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Força e vontade
É tudo que me faz escrever hoje mediante ao medo da felicidade repentina e passageira, da insegurança inevitavelmente criada em momentos inoportunos, do pessimismo gerador de um hoje frustrado incapaz de permitir a expectativa de um amanhã diferente, das tragédias assistidas de longe por espectadores impotentes. Barreiras a serem vencidas com palavras como coragem (difíceis de se usar), tristeza que cega muitos através do homicídio de olhos inocentes, descrença em um plano maior, expectativa de vida cada vez menor. Palavras em desalinho, consequência da constante mutação de sentimentos incertos vividos por autores, amadores, amantes da vida.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Autópsia
Nunca parei pra pensar na perda.
Acho que é mais fácil nos poucos momentos em que isso me vem a cabeça, vê-la como uma pequena e remota possibilidade de algo que possa vir a me atingir, 'caia', melhor, desabe sobre mim, ou que eu tenha que lidar.
Prefiro ver desse ângulo distante, ter essa perspectiva de 'coisa que só acontece em filme', prefiro não sofrer por antecipação o que sei que um dia vou enfrentar. E estaria eu errada ? Auto-preservação, defesa, instinto, chame como quiser; Aí está a resposta para o 'não me jogo de cabeça em certas coisas, penso muito antes de agir, tenho medo, não sei o que fazer...'
No fundo o pior não é a perda em si, mas a dor da perda, a impotência diante de algo que foge do seu controle, sentir sentimentos que antes não deveriam existir, deixar a tristeza sem permissão tomar o posto da felicidade fingindo que não vê.
Eis então um corpo parado, sem vida, 'aparentemente' sem vida, pois ninguém presente faz jus a vida vivida por aquela pessoa, ninguém relembra os bons momentos que deveriam ser lembrados mas só pensam no que será agora sem essa pessoa, só há lágrimas, e o que seriam lágrimas além de água nos olhos ? Por que não um sorriso que mostra muito mais, diz muito mais, faz muito mais que lágrimas ?
Há vários tipos de perdas, das mais simples ou até fúteis as mais importantes ou significantes, no final a palavra perda sempre vai ter o mesmo significado pro mundo nós é que mudamos isso.
Acho que é mais fácil nos poucos momentos em que isso me vem a cabeça, vê-la como uma pequena e remota possibilidade de algo que possa vir a me atingir, 'caia', melhor, desabe sobre mim, ou que eu tenha que lidar.
Prefiro ver desse ângulo distante, ter essa perspectiva de 'coisa que só acontece em filme', prefiro não sofrer por antecipação o que sei que um dia vou enfrentar. E estaria eu errada ? Auto-preservação, defesa, instinto, chame como quiser; Aí está a resposta para o 'não me jogo de cabeça em certas coisas, penso muito antes de agir, tenho medo, não sei o que fazer...'
No fundo o pior não é a perda em si, mas a dor da perda, a impotência diante de algo que foge do seu controle, sentir sentimentos que antes não deveriam existir, deixar a tristeza sem permissão tomar o posto da felicidade fingindo que não vê.
Eis então um corpo parado, sem vida, 'aparentemente' sem vida, pois ninguém presente faz jus a vida vivida por aquela pessoa, ninguém relembra os bons momentos que deveriam ser lembrados mas só pensam no que será agora sem essa pessoa, só há lágrimas, e o que seriam lágrimas além de água nos olhos ? Por que não um sorriso que mostra muito mais, diz muito mais, faz muito mais que lágrimas ?
Há vários tipos de perdas, das mais simples ou até fúteis as mais importantes ou significantes, no final a palavra perda sempre vai ter o mesmo significado pro mundo nós é que mudamos isso.
domingo, 5 de setembro de 2010
Juízo de valor
E agora como se acordando rapidamente de um pesadelo inacabado tudo parece claro, mais claro que o normal, assustadoramente claro como felicidade só depende de quem a quer possuir. Dizer que ela está logo ali é a mais pura verdade por mais clichê que pareça, só esse ali é difícil de se entender...
Quando fica claro, o possuidor não quer fazer outra coisa além de passar essa felicidade adiante, mostrar o quão fácil é adquirí-la e como não se passa de uma questão de escolha. Essa felicidade tem nome, Jesus.
Quando fica claro, o possuidor não quer fazer outra coisa além de passar essa felicidade adiante, mostrar o quão fácil é adquirí-la e como não se passa de uma questão de escolha. Essa felicidade tem nome, Jesus.
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